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Toda banda de rock passa por dois momentos importantes: o primeiro é a escolha do nome; o segundo, passar o resto da vida explicando o porquê da escolha…

"O nome Piratas do Hawaii surgiu, em 2007, aos poucos. Inicialmente, a palavra ‘pirata’ não saia da minha cabeça. O tempo inteiro ouvia as mesmas coisas: combate à pirataria, Piratas do Caribe, Rádio Pirata… Um dia resolvi desenhar uma caveira pirata. Fiz um esboço com papel e caneta. Depois, no photoshop, alguns retoques e efeitos. Sabia que ‘pirata’ estaria no nome da banda. Mas o complicado era o resto. Várias idéias iam surgindo, uma pior do que a outra. Nada agradava ou soava bem." (Ricardo Deckmann)

"Em paralelo, sempre tive uma paixão pelo Hawaii. Um dia soube que, segundo Serge Kahili King, o Espírito de Aloha é uma referência bem conhecida da atitude de aceitação amistosa pela qual as Ilhas Havaianas são bem famosas. No entanto, também se refere a uma maneira poderosa de resolver qualquer problema, atingir qualquer meta e, ainda, atingir qualquer estado de mente ou espírito que se deseje. E isso se encaixava perfeitamente com a proposta, não só da banda, mas uma proposta de vida: otimismo perante as coisas. Essa foi a grande motivação para a escolha do nome: PIRATAS DO HAWAII!!!" (Ricardo Deckmann)

"Mas, conscientemente ou não, também soava parecido com Engenheiros do Hawaii. Além disso, RPM tem uma música chamada Rádio Pirata que depois foi regravada pelos Engenheiros… pensando nisso, o nome também ficou sendo uma homenagem (espero que realmente seja) a duas grandes influências para nós (e para uma juventude inteira): Engenheiros do Hawaii e RPM. O que conforta é que outras bandas também homenagearam seus ídolos. Pink Floyd, por exemplo, fez sua homenagem a Pink Anderson e Floyd Council, grandes influências de Syd Barrett. Coincidências da vida… E, por concidência, meu nome é Ricardo Deckmann… e Deckmann, em alemão, significa “homem que vai no convés”, no convés de um grande navio pirata." (Ricardo Deckmann)

PIRATAS DO HAWAII

A banda curitibana foi inicialmente formada para apresentar suas músicas exclusivamente na internet. Uma espécie de banda virtual, com direito a letras, músicas, vídeos e imagens. No dia 1 de maio de 2007, Ricardo Deckmann, guitarrista, cantor e compositor, criou no MySpace o perfil de uma banda nova, com alguns trechos de músicas gravados em casa de maneira bastante simples, além das letras de algumas músicas e o logotipo criado para a banda: uma caveira pirata. "Eram alguns trechos de idéias que poderiam se transformar em música" disse Ricardo. "Gravei algumas guitarras e o baixo sobre uma batida eletrônica feita no software FL Studio. A idéia era ver como seria a receptividade das pessoas." Logo surgiram os primeiros comentários e elogios. "Mesmo sendo gravações rudimentares, as pessoas demonstravam interesse pelo nosso trabalho." Em seguida, cadastrou a banda em outros sites de relacionamento e criou também o site oficial da banda: www.piratasdohawaii.com.br.

No ano seguinte, através do portal palco Mp3, os produtores musicais Eduardo Prata e Carlinhos Borba Gato ficaram conhecendo o trabalho da banda e convidaram os Piratas do Hawaii para receberem, em São Paulo, o 3° Prêmio GRC de Música Independente, na categoria Banda Revelação. “Das mais de 2.300 bandas analisadas, ficamos entre as 50 melhores.” Em seguida, veio o convite para participar da gravação de uma faixa na coletânea GRC Rock V3 que reuniu dez bandas de todo o Brasil. A gravação aconteceu no dia 30 de agosto de 2008, no palco do Teatro Mix Music Hall, em São Paulo. Passaram por esse palco muito músicos famosos, tanto nacionais como internacionais. “Após duas semanas de ensaio, gravamos ao vivo, em primeiro take, a música Nada Vai Curar, inspirada na então recente morte da menina Isabella Nardoni, em um crime que chocou o país.”

Algumas músicas tais como “Náufragos do Deserto”, “Nunca Diga Nunca”, “Impasse Perfeito” e “Gritos na Madrugada”, entre outras, foram escritas quando Ricardo ainda era adolescente. Nessa época tocou em algumas bandas formadas por amigos. As apresentações aconteciam em escolas e também em lugares famosos de Curitiba, tais como o Teatro Guaira. “Para nós, a música veio antes do que qualquer outra coisa. Desde criança, cada um já demonstrava vocação musical. Muito antes de ir para o colégio, para a faculdade, cada um já estava envolvido com fortes elementos da música.” “Comecei a compor e tocar pra valer com doze anos, mas desde os quatro anos de idade já tocava “Satisfaction”, dos Stones em um violão antigo, com algumas cordas quebradas.”

As letras da banda possuem mensagens importantes e estão diretamente ligadas às relações entre as pessoas e à vida nas cidades. “Nós queremos músicas que sejam sinceras para nós e que toquem o coração das pessoas. Que tenham algum significado, algum sentido.” "Muitas canções estão ligadas entre si através de letras que se relacionam e se completam. Um lance meio progressivo, mas com a cara do momento em que vivemos.”

A banda espera entrar em estúdio muito em breve para, finalmente, iniciar as gravações do seu primeiro CD. “Temos mais de vinte e cinco músicas próprias. Por diversas questões, tivemos que adiar o projeto. Por um lado, isso foi bom, pois pudemos trabalhar melhor os arranjos. Deixamos as músicas com uma pegada mais rápida, o que mudou bastante a sonoridade delas em relação às primeiras gravações feitas em casa.” “Estamos também programado alguns shows para 2011’. Apesar de nesses últimos tempos terem se apresentado relativamente pouco, os Piratas do Hawaii possuem fãs que aguardam por novidades.

 

 
 
 
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